Fotos: Divulgação / Agência Fotosite

Acquastudio // Inverno 2011 @ Fashion Rio
ACQUASTUDIO
O inverno da Acquastudio teve como inspiração a fragilidade da natureza humana em contraponto com o modo de viver e arquitetura urbana das grandes cidades.
A coleção apresentou algumas peças estruturadas e armadas que, a despeito da silhueta do corpo feminino, se destacam, numa tentiva de retratar a tal arquitetura das cidades. Esther Bauman desenvolveu matérias primas, como teares de tramas quadriculadas, bordados em três dimensões, pespontos, nervuras e canutilhos. O resultado desse trabalho aparece nos volumes inusitados em blusas e vestidos.
A cartela de cores conta com o branco, preto, prata e camel, e o xadrez aparece como padronagem.
A estilista, que é conhecida pela ousadia na modelagem, dessa vez trouxe alguns vestidos mais secos, com shape simples e cintura marcada. Em relação ao tema, apenas a estrutura das cidades poderia ser, talvez, deduzida.

Maria Bonita Extra // Inverno 2011 @ Fashion Rio
MARIA BONITA EXTRA
Uma passarela de tábua corrida que lembrava um estúdio de dança. Nela, as bailarinas da Maria Bonita Extra “andavam apressadas, fugindo do frio.”
A marca teve como inspiração para o inverno 2011 o guarda-roupa dessas atletas que dançam. Indo além, Ana Magalhães sai à rua com essa bailarinas, após mais uma dia de ensaio. Moletons, rendas, camadas e camadas de tule, lã angorá e o tricot são os tecidos que compõem o vestuário dessas meninas.
Sapatilhas amarradas com fitas de cetim são acompanhadas de meias ¾, numa tentativa de driblar o frio do vento que bate nas sainhas de tule, enquanto coletes e casacos mais pesados protegem os ombros.

Coven // Inverno 2011 @ Fashion Rio
COVEN
Inspirada no “ato de tecer, como fazem as tecelãs e as aranhas”, a Coven apresentou uma coleção de inverno extravagante. Essa extravagância se dá por dois motivos: os casacos e cachecóis revelam que a marca aposta muito em um inverno rigoroso; a escolha dos tecidos utizados e o mix que se fez deles criaram peças que se impõem na passarela.
A trama formada pelos fios de lurex, flamê, bouclê e chenille – tecido de algodão que seda e lã que se assemelha ao veludo – criou padronagens e xadrez de vestidos, saias e casacos. Em um primeiro momento, as saias iam até o joelho, mas com os vestidos colados ao corpo, a barra sube. Em meio à trama da Coven, franjas, babados e blusas de listras ‘descosturadas’ passavam a impressão de que as peças estavam inacabadas, ainda em processo de fabricação, reafirmando o tema proposto.

Giulia Borges // Inverno 2011 @ Fashion Rio
GIULIA BORGES
Tendo como inspiração o trabalho da artista japonesa Nagi Noda, que reconstrói novos bichos com misturas de padronagem, Giulia Borges criou uma coleção inteira cujo fio condutor era a animal print.
A mistura de estampas deu certo. A animal print não imprimiu um aspecto muito sexy à coleção. Na verdade, as peças tinham um apelo romântico de proporção adequada. A renda, a cintura marcada, os vestidos, os moletons e shortinhos ajudaram a criar esse efeito. O verde-bandeira, laranja e botoês gigantes de casacos remetiam aos anos 60. A paleta de cores ainda contava com lilás, camelo, preto, branco e bordeaux.

British Colony // Inverno 2011 @ Fashion Rio
BRITISH COLONY
Interessante a coleção que Maxime Perelmuter criou para o inverno 2011 da British Colony. O estilista escolheu revisitar os clássicos do universo naval. As cores foram emprestadas do filme “A Vida Marinha com Steve Zissou”, de 2004.
Vermelho, amarelo, grey blue, cáqui, preto e branco, quando combinadas, trouxeram uma vivacidade nem sempre vista em coleções de inverno. De fato, a marca não investe em um inverno rigoroso, não. Sabe que no Rio de Janeiro isso é coisa rara. Assim, tricôs e saias amplas de cintura marcada e comprimento midi são reservadas para as meninas, enquanto os rapazes usufruem de uma alfaiataria de recorte incomum, assimétrico, mas que dá muito certo.

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